terça-feira, 14 de junho de 2011

Estudos Biblicos

“Você conhece a Deus?” Quantas vezes usamos esta pergunta para descobrir o estado espiritual de alguém. “Conheço”, a maioria das pessoas dirá, sem fazer idéia de que conhecem a Deus tanto quanto conhecem o presidente dos Estados Unidos — só de ouvir falar. as, vamos voltar a pergunta para nós mesmos: Eu conheço a Deus? Sou evangélico; canto hinos e corinhos sobre Deus; oro e louvo a Deus; falo dele aos outros. Mas eu o conheço mesmo? Ou sou igual ao moribundo Jó? Depois de vários meses de intenso sofrimento ele chega à conclusão de que, apesar de todas as riquezas e demais bênçãos recebidas da mão do Senhor, só o conhecia de ouvir (Jó 42:5) livro de Êxodo (6:2-6) narra uma conversa de Deus com Moisés depois de seu primeiro encontro com Faraó: “Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: “Eu sou o SENHOR (Javé). Apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso (El Shaddai); mas pelo meu nome, O SENHOR, não lhes fui conhecido... Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR...” Estamos no início do século vinte e um. Mas a maioria dos evangélicos ainda se encontra na companhia de Abraão e família, conhecendo a Deus apenas como El Shaddai, o Todo Poderoso, o Deus que FAZ (faz chover “bênçãos” quando as pedimos e resolve todos os nossos problemas físicos e financeiros), permitindo-nos viver uma vida tranqüila de fartura e felicidade. O problema com essa filosofia de felicidade é o mesmo que Moisés enfrentou do outro lado do Mar Vermelho. O povo festejava a vitória sobre os egípcios. Tudo corria bem. Aliviados, contemplavam os corpos dos soldados egípcios boiando no mar e tinham Deus como herói, o fantástico e maravilhoso libertador de seu povo. Bastaram três dias no deserto de Sur e uma sede de matar, e se esqueceram de que Deus era Todo-Poderoso. Fizeram como você e eu fazemos quando as coisas não acontecem do nosso jeito: se puseram a murmurar, reclamar e duvidar do amor de Deus. Só porque os deixou passar por uma provação considerada incômoda e indesejável. O contraste entre as atitudes de Moisés e as do povo de Israel durante quarenta anos de milagres, batalhas e provações é muito marcante. Surge a pergunta: Será que eu conheço mesmo a este Deus de Moisés, o SENHOR, o Eterno, com quem ele tinha tanta intimidade, ou conheço apenas as manifestações de seu poder? Minha fé se baseia em seu caráter santo e na sua Palavra infalível, ou apenas nas evidências visíveis de seu amor? Por que minha fé balança quando faltam as evidências? Troquei de carro certa vez e levei prejuízo, pois logo em seguida apareceram defeitos inesperados. Culpa de quem? Eu tinha buscado a Deus. Pedi a bênção dEle sobre o negócio. Por que não me livrou do prejuízo? Golpeado pelos problemas que surgiam, baqueava minha tênue fé até me deixar triste e abalado. Onde estava Deus na hora da minha necessidade, pois tinha confiado nEle? Descobri uma triste realidade: Eu não estava confiando no amor de Deus. Minha fé estava alicerçada nas evidências deste amor, e quando as provas faltaram a fé se abalou. Ela deveria estar firmada no caráter imutável de Deus, pois Ele me ama quando tudo vai bem e o mesmo tanto quando, aparentemente, tudo vai mal. Mesmo Jó reconheceu sua obrigação de aceitar do Senhor tanto o bem quanto o mal (Jó 2:10). No final deste tempo de aflição eu tive que confessar com Jó: “Eu te conhecia só de ouvir mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42:5). Quando o nosso mundo desaba com os vendavais da vida, ou perdemos a saúde a pedido do diabo, podemos dizer como o apóstolo Paulo: “Eu sei em quem tenho crido” (II Tm.1:12)? Nossas reações numa hora como essa nos mostram a base de nossa fé, se é o próprio Deus ou apenas as bênçãos que estamos acostumados a receber. O povo de Israel no deserto aceitava os sinais, milagres e bênçãos, mas queria distância do Deus que os amava e abençoava. Vivemos dias difíceis. E a Bíblia promete dias piores antes da vinda de Jesus. Muitos estão sendo enganados e a fé de muitos está se esfriando. Se quisermos perseverar e permanecer fiéis até o fim, há uma única maneira de nos salvar do engano e das astúcias do inimigo: Uma vida de INTIMIDADE com DEUS através da INTIMIDADE com a sua PALAVRA e oração.
 Allan H. McLeod Retirado de evangelizacao pessoalyahoo com br